domingo, 1 de abril de 2018

Cristo, nossa Páscoa, sacrificado por nós!

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 5.7)


1. A páscoa foi celebrada pela primeira vez aproximadamente em 14 de abril de 1445 AC (Cerca de 3.500 anos). O evento está registrado no livro de Êxodo 12. Aconteceu após 430 anos de Israel no Egito. Foi celebrada no mês Nisã-Abibe (Março-Abril) que passou a indicar e representar um novo começo para a nação que deixaria o cativeiro para trás. Cada família deveria escolher um cordeiro macho, de um ano e sem defeito. No 14º dia o cordeiro foi sacrificado e seu sangue foi colocado nos umbrais e vergas da porta das residências.
 2. Dentro de cada casa os israelitas celebraram a páscoa cujo cardápio consistia de carne assada, pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. Os membros de cada família participaram com os lombos
cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão, prontos para viajar. Naquele dia a meia-noite o anjo do Senhor passou pelo Egito e na casa que não havia marca de sangue ocorreu a morte dos primogênitos. Desta passagem do anjo exterminador poupando vida nas casas com marca de sangue temos o significado primário da expressão “páscoa” que vem do hebraico “pesah” e quer dizer “passar por cima” ou “pular a marca”.
 3. Fundamentado na história da páscoa celebrada no Egito, o apóstolo Paulo afirma que “Cristo nossa páscoa foi sacrificado por nós” (1Co 5.8). Pois assim como os Israelitas vivíamos no Egito (mundo) e éramos escravos do pecado. Acerca desta verdade Cristo ensinou “quem comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). Do mesmo modo como os israelitas escravos do Egito estávamos condenados a morte pois  as Escrituras asseveram que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). E foi com o propósito de enfrentar e vencer a morte que o Cristo de Deus veio a este mundo “para que pela sua morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2.14).
 4. Cristo veio nos resgatar da escravidão do pecado e da morte eterna. Quando o Senhor se aproximou do Jordão para ser batizado, João Batista entendeu a missão do Cristo e exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). O cordeiro de Deus era sem defeito e até Pilatos repetidamente reconheceu esta verdade ao proferir seu veredito: “Não vejo nele crime algum” (Jo 18.38; 19.4). Mesmo inocente e sem pecado Cristo foi sacrificado pelos nossos pecados (para que fossemos livres da morte). A vitória de Cristo sobre a morte ao ressuscitar no terceiro dia nos garantiu vida eterna (1Co 15.55,57). Deste modo o sangue de Cristo (nossa páscoa) nos redime do pecado (1Jo 1.7), nos livra da ira vindoura (Rm 5.9) e nos dá vitória sobre o nosso inimigo (Ap 12.11). Celebramos, portanto a páscoa cristã: morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo que foi sacrificado por nós.
FELIZ E ABENÇOADA PÁSCOA!
Douglas Roberto de Almeida Baptista
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