domingo, 1 de junho de 2014

Os oito grupos menos evangelizados do Brasil


Quilombolas

Os QUILOMBOS ou mocambos, cujas origens remontam à época colonial, foram inicialmente comunidades formadas por agrupamentos de escravos fugitivos. Posteriormente alguns abrigaram também escravos ALFORRIADOS (libertos). Buscavam para abrigo florestas e regiões isoladas, para evitar a dura perseguição. Há ocorrência deles em praticamente todo o BRASIL.
Em alguns quilombos, buscava-se retomar práticas de vida e cultura típicas da África, havendo até a nomeação de reis TRIBAIS.
Muito famoso foi o Quilombo de PALMARES, localizado em Pernambuco, e que chegou a ter 30 mil habitantes, tendo durado 94 anos. O herói ZUMBI dos Palmares chefiou durante algum tempo o quilombo. Outro quilombo famoso foi o de Campo Grande, em Minas Gerais, que chegou a POSSUIR quase 20 mil habitantes.
Atualmente, cerca de 2 mil comunidades quilombolas foram legalmente reconhecidas e certificadas pelo Estado brasileiro, com alguns de seus moradores recebendo o TÍTULO de posse da terra e outros benefícios. A Fundação Palmares (www.palmares.org.br), instituição federal focada na promoção e preservação da arte e CULTURA afrobrasileira, é a responsável pela certificação. Estima-se em 600 o NÚMERO de comunidades quilombolas sem igreja evangélica nelas ou nas proximidades.
Algumas das principais comunidades quilombolas do Brasil são:

Rio das Rãs, localizado próximo a Bom Jesus da Lapa (BA) - CAMPINHO da Independência (próximo a Parati - RJ) - Boa Vista (próximo ao município de ORIXIMINÁ - PA) - Frenchal (próxima a Mirinzal - MA) - CAFUNDÓ (próximo a Sorocaba - SP) - Kalungas (próximo a Monte Alegre e Cavalcante - GO) - Caxambu (Rio Piracicaba - MG) - Ivaporunduva (região do VALE do Ribeira - SP).




Povos Ciganos

Acredita-se que os ciganos tiveram sua origem no subcontinente INDIANO, devido à sua língua, o ROMANI (que por sua vez comporta diversos dialetos), possuir semelhanças com línguas daquela região.
Conhecidos pela característica de ser um POVO nômade, que evita fixar residência permanente (embora atualmente muitos grupos tenham abandonado essa característica), os CIGANOS sempre foram alvo de perseguição e preconceito, acusados de ladrões, místicos e desordeiros, acusações tantas vezes infundadas. Estão presentes em diversos países do mundo, notadamente na EUROPA.
Em geral, os povos ciganos não possuem uma mesma identidade religiosa, normalmente adotando as religiões dos PAÍSES onde vivem.
Ao contrário do que se pensa, os ciganos possuem grande variedade sociocultural, com grupos muito diferentes entre si. Entre eles, ainda é grande o índice de analfabetismo, principalmente entre as mulheres.
Os ciganos dividem-se em diversos grupos, dos quais os mais importantes são: sinti, rom (roma) e calon. No Brasil, os mais presentes são os rom (roma) e CALON.
Os primeiros a chegarem ao Brasil, ainda no período COLONIAL, foram ciganos calon, oriundos da Europa (principalmente Portugal e Espanha). Nos séculos XIX e XX chegam os roma e outras linhagens.
No Brasil, estimativas de associações ciganas e do governo dão conta de 800 mil a 1 milhão de ciganos vivendo no país atualmente.
As maiores comunidades ciganas no Brasil encontram-se em Nova Iguaçu (RJ), e nos estados de Minas Gerais e BAHIA.
Estima-se que existam atualmente apenas 14 missionários de tempo integral trabalhando entre os ciganos. Um dos MINISTÉRIOS que trabalham especificamente entre ciganos é a Missão Amigos dos Ciganos –www.amigosdosciganos.blogspot.com.br



Sertanejos

A região conhecida como Sertão Brasileiro ou Sertão NORDESTINO estende-se por grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí; por todo o estado do Ceará; e por uma pequena parte de SERGIPE e Alagoas, além do norte de Minas Gerais.
Frutos do contato entre brancos e índios principalmente, os povos SERTANEJOS habitam em regiões onde a ÁGUA é escassa (índice pluviométrico médio de 750 mm anuais). O CLIMA é quente e seco. Os pastos, poucos e ralos, são avidamente consumidos pelo gado bovino e CAPRINO.
Com sua dieta em geral baseada em MANDIOCA (macaxeira) e seus derivados, feijão, milho, carne seca ou de bode, dormindo em redes (herança indígena), espalhados em pequenos ASSENTAMENTOS por todo o interior nordestino, muitas vezes desassistidos pelas autoridades, o sertanejo é um forte. Em muitos LUGARES, estão ainda à mercê dos grandes latifundiários, os ‘CORONÉIS’ donos das terras e da água.
Altos índices de analfabetismo, desnutrição, POBREZA. Longos períodos de seca. População humilde, CATÓLICA, prisioneira de superstições e sincretismos: essa é a realidade do sertão.
Estima-se que existam 6.000 assentamentos sertanejos sem a presença de IGREJAS evangélicas, neles ou nas proximidades.
No site www.21diasdeoracao.com.br é possível acessar uma listagem dos 195 municípios nordestinos com índice de evangélicos de 0,8 a 5% da população. Muitos desses municípios estão localizados no sertão.



Imigrantes

Especialistas consideram que as pessoas que chegaram ao BRASIL até 1822, ano da independência do Brasil, eram colonizadores. A partir desta data, com a nação independente, passam a ser considerados imigrantes.
O Brasil tem recebido, ao longo de sua história, IMIGRANTES de mais de 100 países diferentes. Dentre esses, 27 são oriundos de países fechados à evangelização, ao Evangelho.
A recente CRISE econômica que abalou o mundo teve relativamente poucos efeitos sobre a economia brasileira, que obteve bons resultados no período, passando o país a ser visto como promissor campo de TRABALHO. Entre 2010 e 2011, quase 600.000 pessoas imigraram para cá.
Outro fenômeno recente é a chegada de HAITIANOS, principalmente pela fronteira do ACRE (por onde também entram senegaleses), notadamente após o grande terremoto que arrasou o país em 2010, e pelo fato do Brasil chefiar uma missão de paz da ONU naquele país, o que aumentou os laços entre nossos povos.
Em Foz do Iguaçu (PR) há um grande núcleo ÁRABE, com indivíduos de diversos países muçulmanos. Em São Paulo chegam bolivianos e peruanos (dentre outros sulamericanos) para trabalhar em confecções e fábricas (muitos de maneira ilegal). CHINESES e coreanos também têm vindo ao país. Quem, em nossas grandes cidades, nunca se deparou com uma das lanchonetes dirigidas por chineses?
Em quantidades totais, os maiores contingentes de imigrantes no Brasil são: portugueses, depois italianos, espanhóis, ALEMÃES e japoneses.
São Paulo é o estado brasileiro que mais recebeu e recebe imigrantes.




Indígenas

O Brasil possui em torno de 340 grupos e subgrupos indígenas, os quais falam 189 LÍNGUAS. Desses 340, 121 nunca ouviram falar do Evangelho. E se você imagina que essas tribos estão apenas na imensidão da Floresta AMAZÔNICA, engana-se: apenas no Nordeste, existem 57 TRIBOS, sendo que 23 delas permanecem não alcançadas.
As tribos indígenas brasileiras estão divididas de ACORDO com o tronco linguístico a que pertencem, que são principalmente o Tupi-Guarani (litoral do país), o Macro-Jê, e o Aruak, embora existam outras.
A contribuição dos índios para nossa CULTURA é imensa. Seja pela culinária, pelas palavras (mais de 20.000 anexadas ao português), seja por práticas como o banho DIÁRIO ou o dormir em redes, por exemplo.
Um problema comum, principalmente nas tribos mais urbanizadas ou que tiveram maior CONTATO com o homem branco, é o alcoolismo.
A Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica e Missionária -www.missaoalem.org.br) oferece TREINAMENTO para quem deseja ser um missionário tradutor da Bíblia, com foco especial em nossos povos indígenas não alcançados. A Missão Novas Tribos do Brasil (www.novastribosdobrasil.org.br), dentre outras, tem prestado também relevante serviço de EVANGELIZAÇÃO entre nossos indígenas.

Por diversas dificuldades levantadas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) à presença de missionários entre algumas tribos, tem-se incentivado aquilo que se chama de a Terceira Onda Missionária, onde os próprios indígenas, CONVERTIDOS, evangelizam outros indígenas, seja da mesma ou de outras tribos. Note-se o trabalho realizado, nesse sentido, pelo CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Indígenas).



Ribeirinhos

A AMAZÔNIA possui a maior bacia fluvial do mundo: são 7 milhões de quilômetros QUADRADOS, que se estendem por oito países. O rio Amazonas possui mais de 7 mil AFLUENTES, e 25 mil quilômetros de vias navegáveis. E é por tais extensões de águas que se espalham os RIBEIRINHOS. Apenas na Amazônia brasileira, estima-se que existam 37.000 comunidades ribeirinhas, sendo que 10.000 delas não possuem a presença de IGREJAS evangélicas, nelas ou nas proximidades. A imensa maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia só pode ser alcançada por via FLUVIAL (barcos), em viagens que podem durar diversos dias.
Mas quem são os ribeirinhos? Ribeirinhos são pessoas que vivem às margens dos rios, alimentando-se principalmente da PESCA artesanal, mas também da caça, extrativismo (recolhendo os ALIMENTOS que encontram na floresta), e da agricultura de subsistência. Suas casas de MADEIRA são construídas sobre palafitas, devido às constantes cheias dos rios e IGARAPÉS*.
Além do Amazonas, alguns dos principais rios da Amazônia são o Rio Negro, Rio SOLIMÕES, Rio Araguaia, Rio Nhamundá, Rio TAPAJÓS, Rio Tocantins, Rio Madeira, Rio Xingu.

*Igarapés são pequenos RIOS ou braços de rio, em geral estreitos e de pouca profundidade, aptos apenas para a navegação por CANOAS ou pequenos barcos.



Os mais ricos dentre os ricos

Um dos segmentos menos evangelizados do Brasil, o mais RICOS dentre os ricos, pode ser também um dos mais duros ‘campos missionários’. Isso a própria BÍBLIA deixa claro, ao falar da dificuldade maior de os ricos entrarem no Reino dos Céus (Mt 19:22-24). Como disse certo pregador: “”Nunca haverá muitos VERDADEIROS cristãos ricos, mas haverá alguns.” Pois muitos deles são pessoas ávidas pela verdade, mas vazias ou enganadas espiritualmente, e que muitas vezes, por incrível que possa parecer, nunca ouviram uma explicação satisfatória do EVANGELHO.
Pesquisas apontam a existência de mais de 165.000 MILIONÁRIOS no Brasil (considera-se milionário aquela pessoa que possui mais de um milhão de DÓLARES em ou para investimentos, não considerando-se o valor de sua habitação principal). Já o número de BILIONÁRIOS brasileiros chega a 65, Segundo a revista Forbes, e tende a mais que DOBRAR em 10 anos.
Ilhados em seus condomínios de LUXO e mansões, muitos escravizados pela MÁQUINA de fazer mais e mais dinheiro, sempre ocupados em seus NEGÓCIOS, ou então usufruindo em lazeres a vida que sua riqueza proporciona, eles estão ESPALHADOS por todo o pais, com concentração maior no Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo e RIO DE JANEIRO.
Ainda que a desigualdade econômica e social tenha diminuído nos últimos anos, em virtude da melhora na ECONOMIA e de programas sociais do Governo (como o Bolsa-Família), o Brasil segue como um dos CAMPEÕES mundiais em desigualdade, com poucas pessoas possuindo muito (recursos, terras etc.), e muitas possuindo tão pouco.



Os mais pobres dentre os pobres

Em economia, costuma-se falar em linha de pobreza e linha de pobreza extrema, também chamada indigência. Governos, entidades internacionais e ONGs não possuem um consenso sobre como efetuar essas medições, cada qual adotando padrões diversos. Segundo o GOVERNO brasileiro, vivem em pobreza extrema pessoas que recebem uma renda mensal per capita (por cabeça) de até 70 reais. No Brasil, em torno de 4% a 7% da população encontra-se nesta condição. Os programas sociais do Governo (como Bolsa-Família, Bolsa-Escola etc.), mesmo com os problemas que apresentam, têm contribuído significativamente para a diminuição da POBREZA extrema no Brasil.
Os cinco estados brasileiros onde é maior o índice de pobreza extrema são: MARANHÃO, Alagoas, Piauí, Pará e CEARÁ. O estado onde esse índice é menor é Santa Catarina.
Um subgrupo a ser considerado é o daqueles vitimados pelo trabalho ESCRAVO ou análogo à escravidão. Segundo dados do Índice de Escravidão Global, há no Brasil 200 mil PESSOAS nesta situação.
Mas, para além dessas estatísticas, há uma categoria de pessoas ‘invisíveis’ aos recenseadores: os moradores de rua, sobre os quais não há estimativas oficiais sobre sua quantidade. Números não oficiais dão conta de até 1,8 milhão de pessoas morando nas ruas, em situação de MENDICÂNCIA. Fatores como alcoolismo, uso de drogas, doenças psiquiátricas (além de problemas ESPIRITUAIS), problemas familiares ou simples falta de oportunidades, de perspectivas na vida, e de ajuda efetiva por parte de quem quer que seja (Estado, Sociedade, IGREJA), são as causas da dificuldade de reabilitação dessas pessoas. Muitos preferem não vê-los, ou acreditar que ‘para esses não há solução’. São geralmente os INALCANÇADOS mais próximos de nós. Estão sempre ao alcance de um abraço, de uma mão estendida.

Sammis Reachers
*Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2, que editamos, e que você pode baixar e imprimir gratuitamente. Acesse CLICANDO AQUI.

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