sexta-feira, 22 de junho de 2018

O aborto: o nascituro e as questões éticas

Introdução

O tema do aborto implica diretamente na dignidade humana e na inviolabilidade do direito à vida. O tema é de extrema relevância, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de número 442 protocolada no mês de março de 2017.
A ação foi movida pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e pelo Instituto Anis - organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos das mulheres, em que buscam descriminalizar o aborto até a 12ª semana da gravidez.
A relatora é a Ministra Rosa Weber, que em novembro de 2016 já se manifestou favorável à descriminalização do aborto para qualquer caso nos três primeiros meses de gestação. Nos dias 3 e 6 de agosto acontecerá Audiência Pública na Primeira Turma do STF, com a participação de mais de 40 instituições classificadas como “pró-aborto” ou “pró-vida”. A CGADB também foi selecionada dentre os
180 pedidos de habilitação de expositores na audiência.

O conceito de nascituro
É considerado sinônimo de feto, em outras palavras, nascituro é o ser já concebido e que está pronto para nascer, mas que ainda está no ventre materno. Etimologicamente, este termo se originou a partir do latim nascitūrus, que significa "que deve nascer". No Brasil foi criado o Dia do Nascituro, que é celebrado em 25 de março. A escolha desta data coincide com o da celebração da Anunciação, ou seja, a notícia levada pelo anjo Gabriel à Maria, de que Deus a havia escolhido para ser mãe de Jesus Cristo (Lc 1.26-35). Ao contrário do nascituro, que é o feto que irá nascer, o natimorto é o nome atribuído ao ser vivo que “nasce morto”. O natimorto se configura quando o feto morre ainda dentro do útero de sua progenitora ou durante o parto.

A vida e as Escrituras
A Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida (Gn 2.7), e desse modo apoiada nas Escrituras, a Igreja defende a dignidade humana desde a sua concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1Sm 2.6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida (2Tm 3.8). A posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ª AGO, 2013).
Conclamo o povo de Deus à oração!
 Pense nisso!
Douglas Roberto de Almeida Baptista
Fonte: CPAD NEWS

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