terça-feira, 28 de maio de 2013

Como vivem os cristãos perseguidos na Nigéria

A única autoridade local é um chefe muçulmano


Como vivem os cristãos perseguidos na Nigéria
Um fato é comum na vida de Marian, Zeina e Samuel: os três são perseguidos unicamente por conta da sua fé cristã. Abaixo, conheça a história de cada um deles.

“Tínhamos percorrido um longo caminho, levando conosco alguns alimentos e a esperança de trazer conforto e encorajamento para três pessoas que precisavam muito. O itinerário era visitar as viúvas de Abdoulaye e Abakachi, dois cristãos que morreram em um ataque, em fevereiro, quando voltavam de um seminário. O  terceiro que visitaríamos estava seriamente ferido por um suposto levante de membros do grupo islâmico extremista Boko Haram.

À medida que chegamos ao local, percebemos o isolamento e a dificuldade que o pequeno grupo de ex-muçulmanos sofre desde o cruel incidente. O governo da Nigéria tem movido esforços para controlar rigidamente a área ao leste, perto da fronteira. É comum que militantes do Boko Haram atravessem ali em direção a Camarões, para devastar a região. A única autoridade local é um chefe muçulmano, a delegacia de polícia mais próxima fica a cerca de 10 km da vila e o transporte público é raro.

Por conta do solo árido, não há nenhuma igreja e a decisão dos cristãos de seguir a Cristo foi recebida com grande hostilidade. Antes do fatídico dia, o grupo se reunia em segredo e sempre em locais diferentes. Após o ataque, como era de se esperar, a dificuldade aumentou para eles”, narrou um representante da Portas Abertas.

Marian
A primeira parada foi na casa da viúva de Abdoulaye, Marian, no lugar em que vive com seus sogros.  Sua casa estava cheia de mulheres da vila, sentadas em esteiras, porém Marian não estava lá. De acordo com o costume local, ela deveria permanecer por trás da grande cortina de divisão do quarto, longe de todos. 

Ali, Marian passa seus dias: come, dorme e respira a solidão absoluta, até que fique claro que ela não está grávida. Uma criança nascida após o período de observação habitual seria rotulada ilegítima.

Antes da morte de seu marido, cristãos visitavam Marian para lerem a Bíblia e orar juntos, já que ela é analfabeta. Porém, desde a morte de seu marido, ela foi completamente excluída de qualquer contato cristão. Agora também sofre pressão psicológica de outras mulheres que a acusam de estar sendo teimosa. "Se você e seu marido continuassem muçulmanos durante todo o tempo, ele ainda estaria vivo ", dizem ela.

Marian é mäe de 12 filhos e a perda de seu marido também teve um grande impacto sobre eles. A tristeza maior é sentida pelas circunstâncias: a viúva permanece sob um monitoramento constante das outras mulheres muçulmanas, que impede a presença dos colaboradores da Portas Abertas  para conversar, orar com ela e, muito menos, encorajá-la com a Palavra de Deus.

Zeina
Na casa dos pais do falecido Abakachi, encontramos sua viúva Zeina em circunstâncias semelhantes. Ela também é mantida atrás da cortina e não tem contato com ninguém além da família e o acompanhamento feminino. Zeina tem quatro filhos.

Diante dos fatos, os colaboradores só puderam orar e confiar que as mulheres da aldeia honrariam a entrega de toda a ajuda de mantimentos trazidos para ajudar as viúvas, pois era obrigatório deixar com elas.

Samuel
Após a visita às viúvas, a Portas Abertas foi atrás de um ex-muçulmano que fora baleado na mão e nas costas durante o ataque.

Samuel ainda usa ataduras sobre as feridas e precisa ir ao hospital duas vezes por semana para o tratamento, pois foi recusado em ser mantido no hospital. Os médicos temem que, por sua presença ali, haja a possibilidade de se tornar um alvo do Boko Haram.

O cristão estava muito feliz em receber mais uma vez a Portas Abertas – a última vez foi no hospital. Expressando grande alegria em ter pessoas que não o conhecem indo encorajá-lo, lembrou-se de que “os cristãos são realmente membros de uma mesma família”.

Por causa da instabilidade local, ao final do dia, após o tempo de comunhão e oração, os visitantes foram embora. Como o governo não permite que as pessoas se encontrem depois do sol, era hora de ir. Saíram com os corações certos de que Deus iria mostrar a sua graça a esta frágil comunidade cristã.

"Deus, sustente a fé desses irmãos, apesar das dificuldades atuais, e continue a brilhar a luz do Evangelho nesta área. Senhor, que eles possam permanecer firmes e não voltem ao islamismo diante desses perigos! Brilhe a sua luz para que muitos possam ser libertados do jugo da tradição e da ignorância". Essa era a oração dos colaboradores da Portas Abertas em cada lugar que passavam. 

Junto com a igreja local, a Portas Abertas está investigando opções culturalmente possíveis para cuidar das viúvas e os filhos dos falecidos Abdoulaye e Abakachi.

Pedidos de oração


• Apresente ao Senhor a vida dos ex-muçulmanos, que eles permaneçam firmes. Para que o o Senhor os encoraje, através do  Espirito Santo.
• Peça especificamente pelas viúvas, pelos órfãos e pelo ex-muçulmano ferido, para que, mesmo em meio a esta onda de perseguição, não sejam desencorajados, mas que Deus os proteja da pressão psicológica que enfrentam.
• Interceda pelos ex-muçulmanos para que tenham a graça de viver o testemunho de Cristo através das circunstâncias difíceis e assim, outros se convertam.
• Ore pedindo  sabedoria para a equipe da Portas Abertas que apoia essas famílias afetadas.


Fonte: Portas Abertas
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